sábado, 31 de dezembro de 2022

 Há muitos anos atrás, o meu coração gelou.
Há muito tempo. Eu gostava deste rapaz, não era amor - assim dizendo. Foi uma paixão. Daniel, era o nome dele.
Ele foi infantil comigo. Nunca mais me disse nada.
Pois lembro-me, do olhar dele de tristeza. De desilusão. Não sei se alguma vez ele me manipulou, mas eu senti-me manipulada. Senti que não fui ouvida por ninguém.
Em vez de me ter fechado na internet, com a pretend friend - devia ter falado com a minha mãe.
Talvez tenha acontecido dessa forma, porque eu era uma adolescente estúpida.

Esse episódio, sinto agora - que tem sido a fonte dos meus problemas. Um primeiro beijo, decapitado pelos prazeres da exploração humana. Pelos prazeres da rebeldia juvenil, por tanto... Tanto que nem consigo encontrar as palavras certas, agora. Tal é o sofrimento, tamanha atrocidade. Este ardor no peito, a Florbela Espanca que há em mim entra em rodopio.

Disseram-me para ser feliz. Eu quero ser feliz, sempre quis. Sempre quis guardar sempre sempre sempre, tudo o que houvesse de bom em mim, e não morrer por isso. Nunca quis ser um Fernando Pessoa que se matava enquando aprendia sobre astrologia. Eu sempre quis ver o mar da Sophia Anderson, sempre quis...
Sempre quis ser a minha própria Maria, a Maria que sou.

"Time to make the sacrifice. We rise or fight."

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GITS: SAC 2nd

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